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Minha serventia não tem computador... Quando estive pela primeira vez visitando um cartório de Registro Civil, para iniciar os levantamentos de dados necessários à análise do sistema que viria, no futuro, ser o principal produto de minha empresa, eu percebi, de imediato, que o computador ali não era um luxo, mas uma necessidade concreta. E sabe por quê ? Porque computador e serviço registral/notarial tem as mesmas finalidades, quais sejam: armazenar e reproduzir dados. Se você não tem computador hoje é mais ou menos como o cabeleireiro que eu visitei ontem. A cadeira estava ruim. Eu pensei: "todos os clientes passam por esta cadeira, e este fulano não compra uma decente!". Ou seja, não basta o corte de cabelo ser bom, a experiência como um todo tem de ser boa. Mas a comparação acima não é perfeita, pois a cadeira não é um instrumento do barbeiro. O benefício do computador reflete-se não somente no usuário do serviço, mas no executor, ou seja, você oficial e/ou tabelião. Veja: um computador hoje, novo, completo, incluindo impressora, custa menos de R$ 1.500. Muitas lojas parcelam em até 3 ou 4 vezes sem juros ou contam com financiamentos de longo prazo (12 ou 24 meses) cobrando juros de 2 a 3% ao mês. Digamos que não é uma taxa de juros suiça, mas também não é a mesma do cheque especial ou cartão de crédito. Pagam-se parcelas de cento e poucos reais. E fique tranqüilo, pois, bem cuidado, um computador novo dura 5 anos sem grandes problemas. Quanto ao software - aquele que vai comandar suas tarefas no computador - o valor é menor que o do equipamento. Na DeMaria vendemos ou alugamos, o que permite o oficial/tabelião ter um dispêndio mensal que não lhe causará impacto. Mas o que você ganha tendo um computador ? Bem, no Registro Civil é ponto pacífico que você trabalhará menos. Coloque, por exemplo, lado a lado, um escrevente elaborando uma habilitação de casamento pela via datilográfica e outro por computador. O primeiro repete várias vezes a mesma informação no papel e entrega o processo em 20 ou 30 minutos. O segundo em menos de 5, digitando tudo uma única vez. E para imprimir usou um papel barato, e não um impresso especial para cada peça, que você teria de encomendar na gráfica. E o trabalho fica perfeito, sem rasuras, pronto para as estatísticas... Nas atividades notariais o computador é particularmente útil em dois aspectos: as minutas e os índices. Nas minutas, gravadas no computador, ele vai ter uma memória dos atos que ele já lavrou. Como são muitos e diferentes entre si, nada melhor do que um modelo para orientá-lo em como elaborar aquela nova escritura ou procuração, sempre levando em consideração as particularidades de cada caso. E os índices ? Pergunto a você: seu índice em fichas está feito com base sempre em todos os outorgantes e outorgados do ato ? Use o computador para isso, e jogue fora seu arquivo de fichas usado para localizar as escrituras e procurações, seja por nome ou endereço de imóvel. No caso do reconhecimento de firmas, coloque as fichas no arquivo sempre uma atrás da outra e deixe o computador lhe indicar o número - e não oportune mais o seu cliente para abrir uma nova firma pelo fato de ter extraviado a que ele mesmo abriu há poucas semanas! Mas estes argumentos todos são argumentos já velhos, de 10 anos atrás. Se você é Registrador Civil sabe que o poder estabelecido preza muito as informações cidadãs contidas em seus arquivos. Logo, solicita-os a toda hora. E como computador é uma realidade inexorável, cada vez mais o formato de envio não poderá ser o papel. O INSS, a partir do próximo ano, só aceitará informações em arquivo de computador. É isso mesmo... você está sendo coagido a investir. Mas o interesse pelas informações do Registro Civil hoje é um dos principais esteios a que você deve se apegar para elevar o grau de reconhecimento de seu trabalho perante a sociedade. Não cumprir estas exigências seria um tiro no pé. Ah... mas o meu movimento é pequeno...! Efetivamente esta resposta para a não-informatização pode ser justa, mas, com perdão da expressão, não justifica. Hoje, se você está no foro extrajudicial, não existe mais a opção de não ter computador. Considerando-se que você é uma empresa que trata de informações, não há como tê-las somente no meio papel. Além disso, o computador significa uma abertura para o mundo. Hoje, com a internet, você se atualiza, se informa e se comunica. Estar fora de tudo isso já ganhou até um termo técnico: EXCLUSÃO DIGITAL. Embora o governo tenha excluído a sua renda, você não pode se render. Sem computador, sem internet, isolado, muito em breve poderá ser um sem-cartório! 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