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Editorial Caros Colegas: Escrevo ainda sob a forte emoção de estarmos todos juntos no dia de ontem (05-02-2003), quando conseguimos, finalmente, chegar ao desfecho de uma jornada que começou lá pelo ano de 1997, na edição da malfadada lei que nos obrigou a trabalhar de graça, para atender os anseios eleitorais de FHC e companhia. Colegas, a empreitada foi dura. É difícil conseguir alguma coisa neste Estado e acredito em todo Brasil- usando a palavra "Cartório". Recebemos de herança de nossos antecessores a fama de sermos todos ricos, por esse motivo quase ninguém se interessava em nos ouvir, achando que estávamos chorando de barriga cheia, como se diz no popular. É claro que existem Cartórios que realmente têm renda muito boa, mas são é a esmagadora minoria. A realidade é bem outra como nós sabemos.Mas com toda a dificuldade existente, logramos êxito. Ontem no calor dos discursos e das homenagens, aliás todas muito merecidas, faltou uma em especial e na minha opinião a maior: o reconhecimento em público ao trabalho de nosso colega, nosso Presidente e meu amigo particular, Jeferson Miranda. Jeferson foi um obstinado, daqueles que fazem de uma causa um modo de vida. Perseguiu durante todos esses quase cinco anos, uma solução que, não sendo a melhor, foi a possível. Deixou de lado vaidades, família e tenho certeza até o convívio diário dos amigos mais chegados para dar forma aos nossos anseios. Com seu jeito humilde de gente do interior, conquistou a todos com sua inteligência, clareza de raciocínio, lisura em suas ações e um inconfundível bom humor. Jeferson não fez tudo sozinho, ninguém o faz, mas foi nosso grande líder, a voz da razão, quando havia divergências, a da tranqüilidade, quando os ânimos esquentavam e a do otimismo, quando a derrota parecia inevitável. Claro Jeferson, faço minhas agora suas palavras ditas ontem: Esta geração de cartorários tem uma dívida de gratidão muito grande para com você, e em nome de toda a classe MUITO OBRIGADO! O Frenético Professor A última semana (17-02-03) começou de forma frenética na sede do SINOREG-ES, em Vila Velha. Estávamos, ao mesmo tempo, aguardando os primeiros resultados dos recolhimentos, para o tão esperado FARPEN, afinando um conjunto de medidas operacionais, conferindo todos os relatórios enviados pelos cartórios e ainda atendendo pelo telefone as dúvidas de colegas de todo o estado. Estávamos a mil por hora. É incrível, porém, como as pessoas se superam nessas horas. Tivemos a felicidade de contar com Raquel, secretária do Sindicato, que com sua competência e disposição, torna as coisas complicadas mais simples e, incrivelmente, suporta a todos nós sempre com um sorrido nos lábios. O ritmo de trabalho,como já disse, era intenso. Durava todo o dia e entrava pela noite. Tínhamos prazo, definido em lei, para cumprir os pagamentos sobre os atos gratuitos praticados pelos colegas do registro civil. Não podíamos falhar. Me vi, de repente, conferindo uma pilha de relatórios e pedidos de ressarcimento, trocando idéias com os colegas, tentando descobrir a maneira correta e ideal para o trabalho render, quando me dei conta que do outro lado da minha mesa, bem na minha frente, estava Hugo Ronconi. Eu estava ali, trabalhando com o Hugo e pensei :- quanta honra e privilégio! Hugo, para os que não o conhecem, é tesoureiro do SINOREG-ES, mas, muito mais que isso, é Cartorário aposentado do Registro Civil e Notas de Cariacica, foi deputado estadual, cassado pelo regime militar, como faz questão de frisar, e um Notário e Registrador exemplar. Sempre lutou, mesmo depois de aposentado, pela classe cartoraria, que inumeras vezes o requisitou pedindo ajuda, e nunca foi negada. Participou de todos os nossos movimentos e continua participando, com dedicação e humildade. Todos nós já bebemos na fonte de ensinamentos que é Hugo Ronconi, que deixa para a nossa geração, esse exemplo de como um Serventuário deve proceder para ser respeitado e fazer a classe ser respeitada. Já setentão, Hugo tem uma vitalidade de garoto e parece não se cansar nunca, nos chamando e incentivando para realizar o trabalho. Alguns de nós o trata, carinhosamente, de "Professor", nada mais justo para quem tem tanto a ensinar. E, dentro do turbilhão que estava o Sindicato naqueles dias, entre todos nós, Hugo era o mais frenético. Ah! E antes que eu me esqueça, ele é uma fera em matemática. Obrigado Professor ! Dudu Morandi – Colatina-ES Boletim: Informativo Eletrônico nº 17 - Fevereiro/2003 Editorial Caros Colegas: Escrevo ainda sob a forte emoção de estarmos todos juntos no dia de ... ATO nº 178/03 ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PODER JUDICIÁRIO ATO nº 178/03 O Exmo. S... PORTARIA Nº 01/03 O SINDICATO DOS NOTÁRIOS E REGISTRADORES CIVIS DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – SINORE... ATO N 001/2003 (DJ de 21 de fevereiro de 2003) FARPEN - FUNDO DE APOIO AO REGISTRO CIVIL DAS P... |